Vitória recebe Corumbaense hoje, em jogo único no Barradão

Quem curtiu, curtiu. Com o fim do Carnaval, a palavra de ordem agora é trabalho. Nesta quinta-feira (15), às 18h15, os jogadores do Vitória trocarão o abadá pelos uniformes e entrarão em campo contra o Corumbaense, em busca de vaga na terceira fase da Copa do Brasil.

O jogo será no Barradão e, quem vencer, se classifica. Em caso de empate, a vaga será decidida nos pênaltis. Quem passar enfrentará o vencedor de Bragantino x Altos, que jogam dia 21.

Se o torcedor, que lavou a alma nos sete dias de folia, está “quebrado”, os jogadores, que tiveram dois dias de folga, estão inteiraços. Pelo menos é o que garante o técnico Vagner Mancini. “Ninguém reclamou de problema físico. Pelo contrário. Os atletas que eu cheguei para falar sobre o que achava disseram que queriam jogar. Isso é importante quando você tem um ambiente favorável e os atletas querem ir para campo”, comenta. O Leão jogou sábado (10), em Natal, contra o ABC, pela Copa do Nordeste, e perdeu por 3×1.

A semana inspira cuidados. Além de jogar nesta quinta, o Vitória também entrará em campo domingo (18), quando disputará o primeiro clássico Ba-Vi do ano, válido pela sexta rodada do Campeonato Baiano, no Barradão. No entanto, poupar jogadores está fora de questão. “Não vou poupar. Eu só vou poupar caso o atleta esteja sentindo alguma coisa, caso venha alguma determinação do departamento médico com risco de lesão”, adianta o treinador rubro-negro.

Lesão, inclusive, é a maior dor de cabeça de Mancini no momento. Os dois únicos laterais-direitos do elenco, Lucas e Cedric, ainda estão lesionados e foram vetados da partida. O técnico tem apostado na escalação de Lucas Marques para suprir a carência, mas o volante jogou mal contra o ABC e foi substituído por Ramon no segundo tempo.

A solução da vez pode ser a escalação do zagueiro. Outra alternativa seria optar pelo volante José Welison, que retorna de lesão no joelho, mas Mancini já descartou iniciar o jogo com essa peça no time.

“José Welison deve estar no banco. É um atleta que pode cumprir duas funções, de meio-campo e lateral também, então, tendo em vista essas dificuldades todas, talvez ele apareça em uma parte do jogo porque é um atleta que ainda não jogou este ano e vem de uma cirurgia. Aos poucos, a gente vai fazendo que ele se readapte às funções normais”, justifica.

Quem também está fora é o lateral-esquerdo Juninho, que tem atuado como meia e se machucou em Natal. Fillipe Soutto é o substituto. O time deve iniciar com Fernando Miguel; Ramon, Kanu, Bruno Bispo e Bryan; Uillian Correia, Fillipe Soutto, Yago e Rhayner; Neilton e Denílson.

Corum…o que?
Corumbaense. O time de Corumbá, município no interior do Mato Grosso do Sul, tem 114 anos, mas é pouco conhecido dos rubro-negros.

Na sala de troféus, o clube possui apenas dois títulos estaduais, sendo um conquistado no ano passado, que garantiu à equipe vagas na Série D e na Copa do Brasil. Além disso, conquistou um campeonato estadual da segunda divisão.

Em sua primeira participação na Copa do Brasil, o Carijó da Avenida, como é apelidado, venceu o ASA de Arapiraca por 1×0, em casa, e conseguiu a classificação à segunda fase.

As informações que a comissão técnica do Vitória tem sobre o Corumbaense são poucas, o que atrapalha o planejamento de Mancini para a partida. Mas o treinador mostra jogo de cintura para driblar essa dificuldade. “Eu costumo dizer aos atletas o seguinte: na hora que a gente tem o entendimento da equipe a gente passa tudo, mostra vídeos e tudo mais. Quando não tem muitas informações, a gente foca mais no nosso desempenho, o que a gente tem que fazer dentro da equipe”, explica.

É o que pensa o atacante Neilton. “A gente enfrentou alguns (times desconhecidos) nos primeiros jogos, e a gente impôs nosso ritmo. É jogar do jeito que a gente joga. Nossa equipe tem um padrão de jogo”, destaca.

Apesar de serem dois clubes centenários, Vitória e Corumbaense nunca se enfrentaram.

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