Quatro juízes se declaram impedidos de julgar habeas corpus de Ricardo Machado

Preso preventivamente no último dia 26, o ex-prefeito de Santo Amaro, Ricardo Machado (PT), ainda não conseguiu ver o seu pedido de soltura aprecido por um juiz do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

Mesmo com habeas corpus impetrado, Ricardo Machado, ex-prefeito de Santo Amaro investigado por desvios de R$ 20 milhões durante a gestão de 2012 a 2016, aguarda em cárcere que seu processo pare, enfim, nas mãos de um magistrado do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

Quatro juízes plantonistas da Corte se declaram impedidos de realizar o julgamento do processo que foi protocolado desde a última quarta-feira (27) e, até que um juiz dê seu parecer, o petista permanece cumprindo prisão preventiva.

Inicialmente, o juiz plantonista do TJ-BA Álvaro Marques de Freitas Filho se declarou impedido porque quem atuou na fase inivial da investigação foi uma magistrada que é sua ex-cônjuge, com quem possui uma filha.

Em seguida, o processo foi remetido para o juiz substituto Marcos Adriano Silva Ledo, que citou o Código de Processo Penal ao afirmar que, por ter atuado como juiz de primeiro grau de jurisdição, não poderia deliberar sobre o caso. Assim, o habeas corpus chegou até as mãos da juíza substituta Maria do Socorro Santa Rosa. A magistrada, por sua vez, argumentou que seu cônjuge atuou em processo relativo ao caso da Adsumus na condição de advogado.

Nesta sexta-feira (29), o habeas corpus chegou à mesa da juíza substituta Adriana Sales Braga, que, por sua vez declarou que tem um descendente com o juiz do primeiro grau que julgou o caso. O fato, então, a torna impossibilitada de apreciar o pedido.

 

 

 

Bocão News

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