Vagas ao Senado agitam cenário político na Bahia

A recente pesquisa divulgada pelo Instituto Paraná Pesquisa sobre as intenções de voto para Senado na Bahia vem causando discussão nos bastidores da política baiana. Isso porque, enquanto uns comemoram os números, outros questionam a veracidade da pesquisa.

De acordo com o levantamento, os números indicam que o ex-governador e atual secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Jaques Wagner (PT), e a deputada federal Alice Portugal (PCdoB) seriam os dois senadores eleitos no estado da Bahia em 2018.

A pesquisa levou em consideração dois cenários: no primeiro, Wagner aparece com 40,6% das intenções de voto, seguido por Alice Portugal, com 26%. O ex-prefeito Antônio Imbassahy, com 19,3%. O prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo (DEM), é o quarto, com 14,1%, e em quinto vem o atual vice-governador João Leão (PP), com 11,3%. O deputado federal Márcio Marinho (PRB) é o sexto, com 8,4%.

No segundo cenário, Wagner continua na liderança com 39,9%. Alice continua em 2º, com 26,5%, e Jutahy Magalhães Júnior (PSDB) é o 3º, com 18,4%. Zé Ronaldo mantém o percentual de 14%, João Leão pontua com 12% e a deputada federal Tia Eron (PRB) tem 9,5%.

Apesar de os números favorecerem os aliados do governador, a pesquisa vem gerando questionamentos dentro da própria base aliada, isso porque, segundo alguns parlamentares, a pesquisa não levou em consideração potenciais nomes para a disputa, e adicionou outros que não foram cogitados.

É o que garante o deputado federal Daniel Almeida (PCdoB). Para ele, dúvidas foram geradas. “Essa pesquisa tem muitos problemas. Como é que se faz uma análise no Senado faltando nomes? Faltam nomes, colocam-se outros que não são cogitados, só para destacar alguns. É uma pesquisa que gera muitas dúvidas sobre os seus resultados”, disse Daniel.

Quem também questiona os dados da pesquisa é a senadora Lídice da Mata (PSB). Para ela, falta experiência a quem realiza esses levantamentos. “Não desmereço o esforço dos pesquisadores, mas ela não traz substância. Pois uma pesquisa para o Senado tem que ser diferente, ela não pode ser feita com base nos 100%, e sim nos 200%, já que são dois votos que podem ser dados para ambos lados. É normal que pesquisadores que não têm experiência errem em analisar esses números”.

Outro ponto questionado pela senadora é a falta de nomes relevantes no cenário político local. “Não acho que seja uma pesquisa real, pois exclui nomes importantes. Exemplo é o senador [Walter] Pinheiro. Outro equívoco é o de não colocar o meu nome, é a segunda vez que fazem isso comigo. Eu não encontro rejeição, nem hostilidade dos meus eleitores, nas redes sociais sou uma das senadoras mais atuantes, não sei qual o motivo da falta do nome de tantas pessoas. Essa pesquisa não tem a base na política real”, indagou a senadora.

Sobre a possibilidade de se candidatar novamente ao Senado Federal, Lídice não confirma, mas se coloca à disposição do partido para as eleições. “Quem deve garantir é o partido, mas acho que tenho condições e vou brigar por isso”, finalizou.

Opinião parecida com a da deputada Alice Portugal. Para ela, a candidatura só será possível dentro do arranjo político do partido para as eleições de 2018. “Estou na militância já há seis mandatos (duas vezes como deputada estadual e quatro como deputada federal). Se for necessário, irei com toda a energia, se esse for o formato para as eleições de 2018. Se não, continuarei no meu mandato como deputada federal sempre fazendo o melhor para a Bahia”, diz. Ao contrário de Lídice e Daniel, a deputada valorizou os números na pesquisa e diz que isso é fruto do reconhecimento do bom trabalho que ela realiza para a Bahia.

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