Acontece nesta segunda e terça, oficinas musicais e seminário em Santo Amaro

SEMINÁRIO – No dia 4 de dezembro, às 17h, no Solar Bijú, será realizado o Seminário “Olhares do Patrimônio: valorização e preservação do patrimônio cultural imaterial através da oralidade”. Estarão presentes, Roberto Mendes, que falará sobre a Chula do Recôncavo – Um panorama da identidade cultural por meio da história do nascimento do samba em Santo Amaro; d. Dora, com o tema Chula: a representação do cotidiano do povo do Recôncavo Baiano; o professor Xavier Vatin, com o tema O registro da memória por meio da oralidade; o diretor do Ipac, João Carlos Oliveira, que irá debater a Chula: Patrimônio Cultural Imaterial da Bahia – A proteção e valorização que o registro é capaz de oferecer, João Carlos Oliveira.

RECÔNCAVO EXPERIMENTAL – Encerra as atividades do dia 4 de dezembro, às 19h30, a apresentação do “Recôncavo Experimental”, na Praça da Purificação. A chula, ritmo tradicional do Recôncavo Baiano é a base do trabalho do músico Gustavo Caribé, que a partir do seu debruçar sobre esse ritmo, iniciou um projeto que já dura 04 anos, o qual intitulou de Recôncavo Experimental. O trabalho é fruto das pesquisas, iniciado desde os doze anos de idade, quando já acompanhava seu tio e “mestre”, como o músico intitula, Roberto Mendes. Para Mendes, “o trabalho do Recôncavo Experimental é a busca da modernidade sem ferir a oralidade. Com isso quero dizer que toda leitura empírica feita em cima do comportamento, ou seja, a linha evolutiva desse trabalho não fere e sim preserva o sotaque. Uma tradução moderna da Chula do Recôncavo”. Acompanham Gustavo nesse projeto os músicos: João Mendes (voz e guitarra), Tiago Nunes (bateria e percussão), Jaime Nascimento e Binho Aranha (percussão), Kiko Souza (sopros). 

OFICINAS MUSICAIS – Nos dias 4 (pela manhã) e 5 (manhã e tarde), o Solar Bijú será palco de diversas oficinas experimentais de música. As aulas serão ministradas por Roberto Mendes e os músicos que o acompanham (João Mendes, Leonardo Mendes, Gustavo Caribé e Tedy Santana). Com explanações didáticas e atividades práticas, a proposta é compartilhar o conhecimento através da oralidade, além de despertar nos jovens o interesse pela valorização da sua cultura – as Chulas! Durante o encontro, os jovens irão conhecer a história da encruzilhada étnica na Bahia, o Batuque, a Ancestralidade, a Língua (redondilhas lusitanas), que são referências para o trabalho desenvolvido pelo grupo, quando irão compartilhar suas experiências a partir de uma demonstração da linha evolutiva dessa manifestação cultural, a partir dos seus instrumentos, sem ferir a oralidade, preservando o sotaque.

Violas, pandeiros, violão, guitarra, contrabaixo, tambor, palmas e o canto, são elementos que farão parte desse universo nos três dias de oficina. Poderão participar adolescentes entre 14 a 18 anos. A inscrição é gratuita e pode ser feita pelo email chulasnafeira@gmail.com. 

EXPOSIÇÃO – No dia 18 de janeiro, será aberta a exposição temporária “Chula: comportamento traduzido em canção”. Além de fotografias, o público terá a oportunidade de conferir painéis que irão retratar a história da chula, do samba e também depoimentos de personagens importantes do Recôncavo, como João do Boi, Alumínio, Dona Dora, Rita da Barquinha.

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