Pauta Livre – Por Rogaciano Medeiros

TRAIÇÃO
Começa a se concretizar um dos motivos principais do golpe jurídico-parlamentar-midiático do ano passado. Uma expressiva parcela do pré-sal já não pertence mais ao Brasil. Foi arrematada, no mega leilão de sexta-feira, pelas petrolíferas Exxon (EUA), Petrogal (Portugal) e a Statoil (Noruega). Crime de lesa-pátria. Alta traição aos interesses nacionais.

ALINHAMENTO
Responsável diretamente pelo golpe do ano passado, que pôs fim a 31 anos de democracia no Brasil, agora o Judiciário se mostra também conivente com o entreguismo do governo Temer. O mega leilão de sexta-feira, que entregou considerável parcela do pré-sal a petrolíferas estrangeiras, só aconteceu por decisão do TRF-1 (Tribunal Regional Federal). Justiça que só vê o lado do capital.

CONIVÊNCIA
Expoente do golpismo, apoiador e um dos responsáveis diretos pela agenda neoliberal que o Congresso tem aprovado, agora o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, descobriu que Temer não presta. Diz que o governo está “fragilizado e desgastado”. Mas, o partido dele, o DEM, votou fechado na salvação do presidente, semana passada. Só pode ser alguma briga de partilha. Engana ninguém.

URGÊNCIA
A condenação de Lula, sem provas, e a arbitrária prisão, sem nada de concreto que a justificasse, do reitor da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Luiz Carlos Cancellier de Olivo, induzido ao suicídio pela humilhação que passou, são dois exemplo sólidos e atuais do Estado policialesco que impera hoje no Brasil. É preciso barrar o despotismo, combater o fascismo, dissipar o ódio. Imediatamente. Pelo bem da nação, da República, da democracia.

PUNITIVISMO
O conceituado criminalista Fábio Simantob é mais um a criticar publicamente a opção por um Estado policialesco, pautado nas exceções, que as elites ultraconservadoras têm empurrado o Brasil. “É preciso rever a forma como se pune antecipadamente no país, essa publicidade excessiva em cima do processo penal precisa acabar. É importante rever essa barbárie que se tornou o processo criminal no Brasil”.

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