FLICA anima comerciantes mas continua esbarrando em infraestrutura e conceito

Acabada a farra da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), moradores e formadores de opinião da cidade relataram o que de fato o evento deixou de legado para o município. Comerciantes, ambulantes e artesão da região comemoraram o salto nas vendas no entanto deixou dúvidas para outros, no que realmente a Flica, que tem o apoio do governo do estado, potencializa na produção e cultura local.

Segundo levantamento feito pela Icontent, empresa que realiza a Flica junto com a Cali, cerca de 35 mil pessoas compareceram ao evento nesta sétima edição que aconteceu de quinta-feira (5) a domingo (8). Ao longo dos quatro dias da Flica, as dez mesas de debate contaram com a lotação máxima de 350 pessoas e a Fliquinha também aconteceu com a casa 100% cheia em todos os dias, sendo que cada uma das 20 apresentações foram vistas por 220 pessoas.

Os debates, escolhas dos autores, homenageado e curadoria pilotam o evento que tem principalmente como obrigação pensar na produção literária do estado e fomentar a leitura. Para o produtor cultural Bruno Pereira, o evento trás diversos benefícios para a região mas peca quando não pensa em desenvolvimento sustentável, vez que já está na sua sétima edição. “É muito fácil pegar um dinheiro de empresas e governo e produzir um mega evento sem essência, puramente comercial. Parabenizo os produtores mas não concordo que a Rede Bahia empurre guela abaixo um evento pra render dinheiro e audiência. Precisamos pensar em Cachoeira, na história dos artistas, na infraestrutura para a cidade andar sozinha e oferecer um cardápio descente para o turista que vem para a Boa Morte, Embalo D’Ajuda e São João”, destacou Bruno.

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