Durante comemorações Governo assina convênio com Irmandade da Boa Morte

Com presença de autoridades municipais, estaduais e federais, centenas de pessoas reunidas na Igreja Matriz de Cachoeira, na Missa da Assunção de Nossa Senhora, o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (pac), unidade da secretaria de Cultura do Estado (Secult), assinou nesta terça-feira (15) um termo de cooperação com a Irmandade da Boa Morte, que se tornou Patrimônio Imaterial da Bahia, por meio do decreto estadual, a partir de pesquisa e dossiê do órgão.

“Temos que buscar a salvaguarda do Bem Cultural, sua permanência para as futuras gerações e a autossustentabilidade da Irmandade”, explicou o diretor geral do Ipac, João Carlos de Oliveira. No convênio, o instituto realizará ações como seminário de educação patrimonial, nova expografia no Memorial da Irmandade, publicação de livros e implantação de políticas para a preservação da festa. Entre as autoridades, estavam também no evento os secretários estaduais de Cultura, Jorge Portugal, do Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner, do Turismo, José Alves, e o assessor de Relações Institucionais do órgão, André Reis.

Desde que a festa foi registrada como Bem Imaterial, em 2010, o Ipac já vinha realizando reformas na sede da Irmandade, apoiou o Memorial, lançou livro e videodocumentário, realizado pela Secretaria de Comunicação Social do Estado (Secom). Para implantar uma política pública eficiente, o Ipac desenvolve parcerias com prefeituras e a sociedade civil. “Nenhuma política pública pode ser bem-sucedida sem a participação efetiva dos municípios que precisam estar preparados tecnicamente e legalmente para atuar junto aos bens culturais”, enfatizou João Carlos, durante o ato de assinatura.
No início de julho, o Ipac já tinha se reunido com a administração da Boa Morte em Salvador. No encontro, o representante da Irmandade, Valmir Pereira, destacou a necessidade da entidade dispor de recursos próprios. “Na reunião buscamos também formas da Boa Morte se tornar autossustentável. A ideia é realizarmos oficinas, palestras, vendas de livros, comercializar objetos referentes à festividade e o órgão pode nos auxiliar coma sua expertise”.

Outra possibilidade, seria direitos autorais sobre as imagens com as irmãs, irmandade e festa produzidas anualmente por pessoas de todo o mundo, entre outros produtos. Em 2017, especialistas do Ipac reavaliam ainda o título de Patrimônio Imaterial da festa. “A Lei nº8.895/2003 e o Decreto nº10.039/2006, determinam que os bens culturais imateriais sejam reavaliados a cada cinco anos”, explica o diretor de Preservação doi instituto, Roberto Pellegrino. Entrevistas, fotos e o passo a a passo da festa estão sendo revistos pelo órgão.

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