Jorge Portugal deve ser substituído na secretaria de cultura

Armando o novo cenário para 2018 os últimos dias foram de intensas reuniões da base aliada do governador Rui Costa (PT). Os encontros no Palácio de Ondina e na Governadoria se arrastaram por horas. As principais lideranças dos partidos que compõem a base de governo estão debruçados sobre o tabuleiro político de pelo menos duas frentes: reforma do secretariado e engenharia eleitoral.

No que se refere ao secretariado, ao menos 10 secretarias devem ter mudança na direção. Sete trocas podem ser feitas por conta da necessidade de desincompatibilização eleitoral. Iniciando pela de Desenvolvimento Econômico que tem Jaques Wagner (PT) no comando. O ex-governador tende a ser candidato ao Senado em 2018.

Jorge Portugal será substituído na Secretaria de Cultura (Secult) após se segurar no cargo em 2015. A divisão política dentro da pasta é uma das mais complexas. Interessante que o orçamento para segmento é pífio, mas os espaços são disputados de forma acirrada. Para o seu lugar, estão cotados dois nomes: Arany Santana e João Jorge. O segundo, é do PSB de Lídice da Mata.

Geraldo Reis, conhecido no PT como G2, será substituído na pasta de Meio Ambiente. Embora homem de confiança de Rui Costa e com destacado trabalho na Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) durante o governo Wagner, Geraldo não se adaptou à tarefa. Com certeza será mantido na estrutura do Palácio de Ondina, mas ainda sem lugar definido. Ainda não há substituto definido para a Sema. Existe uma possiblidade de o deputado estadual Rosemberg Pinto indicar o sucessor.

Os casos de Fábio Vilas Boas e Jerônimo Rodrigues, Saúde e Desenvolvimento Rural, respectivamente, merecem atenção diferente. Jerônimo chegou a ser cotado para disputar a eleição, o problema é que sendo candidato a deputado estadual tiraria votos de pelo menos dois parlamentares com mandatos. Uma das figuras atingidas seria a deputada Neusa Cadore. Membro da Democracia Socialista, corrente interna do PT, orbita às mesmas zonas eleitorais.

Já o secretário da Saúde não chegou a ganhar as páginas como postulante a um cargo eletivo, no entanto, se sabe que no início dos trabalhos a possiblidade foi cogitada. Não tendo decolado, a ideia, até o momento, é segurar.

Este cenário está posto na mesa de negociação da base aliada. Outras 12 secretárias não tiveram ainda nenhuma menção honrosa na rádio-corredor no que se refere a mudanças.

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