Pauta Livre – Rogaciano Medeiros

LIVROU LULA

Arrolado como testemunha de acusação, o empresário Emílio Odebrecht é mais um a desmontar a farsa da força tarefa da Lava Jato. Em depoimento, ontem, negou conhecer qualquer ação da empreiteira para favorecer Lula. Disse que só esteve com o ex-presidente em eventos oficiais.

SEM CABIMENTO

Somente ontem, ou seja, 15 meses depois, Sérgio Moro, “o juiz imparcial de Curitiba”, como costuma chamá-lo o jornalista Paulo Henrique Amorim, mandou devolver os celulares dos netos do ex-presidente, apreendidos ano passado. E mesmo assim porque Lula, quando esteve frente a frente com Moro, colocou o fato como uma das provas de perseguição. Ele teve a cara de pau de afirmar que desconhecia a apreensão.

MUDOU MUITO

Convidado pelo PSB e o Rede para disputar a presidência da República, o ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa, teria confessado a amigos a vontade de se candidatar. No entanto, estaria a fim de sair por um partido “mais à esquerda”. Para isso, precisa dar uma guinada radical em relação ao ministro que comandou o julgamento do mensalão, quando não hesitou em demonizar o PT, Lula e as demais forças populares do governo. Necessário se redimir.

ABRIU A PORTEIRA

É sempre bom lembrar. Entre 2005 e 2006, no julgamento do mensalão, o então presidente do STF, Joaquim Barbosa, no afã de condenar e criminalizar petistas e aliados à esquerda, não hesitou em recorrer à controvertida tese “do domínio dos fatos” para atacar figuras influentes do governo. Um procedimento polêmico, que desrespeita a presunção de inocência, usado em regimes autoritários. Abriu a porteira para todos os abusos de poder hoje cometidos pela extrema direita.

DEMOCRACIA SOCIAL

Um triste dado, divulgado justamente ontem, Dia Internacional contra o Trabalho Infantil. Segundo o IBGE, são mais de 3 milhões de crianças e adolescentes trabalhando em sinaleiras, feiras, restaurantes, lixões, no campo e em residências urbanas. A situação se agravou e deve piorar bem mais com as reformas neoliberais.

TRÊS PATETAS

Ao que parece, eles não aprendem. Aécio, Serra e Alckmin agora resolveram se unir para impedir o PSDB de romper com Temer, contrariando frontalmente as bases do partido. Estão com medo que Lula amplie ainda mais a larga vantagem na corrida presidencial. Só dão fora. O protagonismo no golpe tem custado muito caro à legenda. Os presidenciáveis tucanos são os mais impopulares nas pesquisas.

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