Campanha contra o mosquito Aedes aegypti será interativa

Vídeos educativos, informações nas redes sociais e um aplicativo para smartphone serão as novas ferramentas utilizadas pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) para auxiliar no combate ao mosquito Aedes aegypti, causador de doenças como dengue, zika e chikungunya.

A nova estratégia foi lançada, na manhã desta seg, pelos secretários estaduais da Saúde, Fábio Vilas-Boas, da Educação, Walter Pinheiro, e de Comunicação, André Curvello, em solenidade realizada no Colégio Estadual de Aplicação Anísio Teixeira, no bairro de São Marcos.

O objetivo é envolver os mais de dois mil alunos da rede estadual de ensino na disseminação de informações sobre as formas de eliminar criadouros do Aedes utilizando uma linguagem próxima a das crianças e adolescentes.

Para interagir com este público, a campanha vai divulgar vídeos estrelados por influenciadores digitais em sites como Instagram, Facebook e YouTube.

Todo o material, segundo o secretário Fábio Vilas-Boas, terá um “toque de humor” para estimular o compartilhamento das mensagens entre o público-alvo.

“A campanha também será veiculada em sites, jornais, revistas, outdoors, busdoors, rádios e TVs e tem uma mensagem simples, que trata sobre a importância de todos atuarem juntos”, explicou o secretário.

A mobilização contará, ainda, com dois caminhões que vão envolver os alunos em uma minigincana. Na atividade, os estudantes poderão acompanhar o ciclo de vida dos mosquitos por meio de microscópios. Os veículos abrigarão, ainda, um minicinema para exibir vídeos educativos.

Descoberta

Os estudantes do Colégio Anísio Teixeira conheceram a estrutura da campanha nesta segunda. Aluno da 8ª série do ensino fundamental, Camilo Santana, 15, visualizou, pela primeira vez, a forma como as larvas do mosquito se apresentam nos reservatórios e nos ambientes de água parada.

“Eu tinha ouvido falar que os mosquitos depositam as larvas na água parada, mas nunca tinha visto de tão perto como acontecia. Agora, quando vir alguma larva em algum ponto de água parada, já vou conseguir identificar”, contou.

As atividades, que serão itinerantes, começaram nesta segunda em Salvador e seguem até meados de junho – período de crescimento da incidência da doença.

A proposta é passar por instituições de ensino estaduais da capital, além de escolas situadas em municípios como Camaçari, Feira de Santana e Ilhéus.

Até 25 de abril deste ano, a Sesab notificou 1.187 casos suspeitos de zika, 4.982 de chikungunya e 5.379 de dengue em todo o estado.

Em Salvador, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), entre janeiro e abril, confirmou 116 casos de dengue, 11 casos de chikungunya e 15 de zika.

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