Marina compara Doria a Dilma: gerente na política deixou 14 mi de desempregados

Candidata nas duas últimas eleições presidenciais, a ex-senadora e ex-ministra Marina Silva (Rede) compara a ex-presidente Dilma Rousseff, seu desafeto político, com o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), que se autodeclara um gestor e nega ser um político.
“Em 2010, nós conseguimos ter um exemplo disso. Me lembro daquela época dessa história de “o gerente”, de alguém que vem muito mais da gestão do que da política. Isso não começou agora. Isso foi criado, em 2010, pelo PT e pelo PSDB, quando lançaram a Dilma e o Serra, como os dois grandes gerentes. Foi aí que se iniciou essa cultura política do gerente. E a gente viu no que deu. Acho que os 14 milhões de desempregados que temos hoje no Brasil são os que estão mais aprendendo com essa história de fabricar lideranças políticas em nome da gerência. Não é com a negação da política que a gente vai ajudá-la a recuperar a sua potência transformadora “, disse Marina em entrevista ao UOL na sexta-feira (5).
Doria tem sido apontado como uma alternativa dos tucanos para a eleição presidencial de 2018. Sobre a possibilidade de se candidatar mais uma vez ao Planalto no ano que vem, Marina diz que essa é uma questão “obviamente” em discussão por ela e pela Rede.
Na última pesquisa do Datafolha, a ex-ministra aparece como a única presidenciável que poderia vencer o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma eventual disputa no segundo turno.
Sobre a polêmica reforma da Previdência defendida pelo governo do presidente Michel Temer (PMDB), Marina afirma que ela “precisa ser feita por um governo eleito, que tenha credibilidade e legitimidade”.  A ex-ministra, porém, declarou que votaria a favor da proposta se arbitrariedades fossem corrigidas.
“A minha posição é a de que o Brasil precisa de fato de reformas e já disse isso lá em 2010, disse isso em 2014. E, infelizmente, paguei um preço muito alto por dizer aquilo, porque [os outros candidatos] não falaram de programa, nem de reformas, principalmente a chapa vitoriosa, a chapa Dilma-Temer, que hoje estão fazendo as reformas. Nós vivemos o problema do deficit da Previdência e nós passamos por uma questão que precisa ser enfrentada que é o fato de a nossa população estar envelhecendo e, como uma conta de trabalho jovem cada vez menor, haverá uma necessidade em conseguir pagar os benefícios para todos os aposentados. Uma reforma com essa magnitude e com esse grau de sensibilidade precisa ser feita por um governo eleito, que tenha credibilidade e legitimidade”.

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