Mateus Aleluia anuncia coletânea da fase afro do grupo Os Tincoãs

Entre as décadas de 60 e 70, Os Tincoãs – formado por cachoeiranos – se destacou no cenário nacional ao levar o candomblé para as músicas e introduzir ritmos afro-baianos na MPB. Único sobrevivente do grupo, Mateus Aleluia fez uma apresentação memorável na Casa do Sol, da TV Bahia, e anunciou o lançamento de uma coletânea de tudo que o grupo fez na sua fase afro.
“O Recôncavo é embalado musicalmente pelos tambores do candomblé, pelos órgãos da Igreja Católica e pelos tambores do candomblé de caboclo. Sem saber por quê, começamos a cantar os pontos de candomblés”, explica Aleluia. “Seja o que for, a ancestralidade vem do culto. A cultura vem do culto. E o culto é o candomblé”, diz o cantor e compositor.
Para ele, o candomblé é o grande guardião da cultura africana aqui no Brasil: “Se ele não existisse como culto, a cultura ter-se-ia diluído e ninguém estaria comendo acarajé, cantando de uma forma rítmica tão diversificada. Essa diversificação vem da multiplicidade rítmica dos toques de candomblé”, ensina.

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