Secretário repudia Kannário e defende Daniela em caso de camarote da PM

O secretário de Cultura e Turismo de Salvador, Claudio Tinoco, declarou “repúdio” e chamou de “mentirosa e irresponsável” a declaração do cantor-vereador Igor Kannário (PHS), que comparou a Câmara Municipal a uma “organização criminosa”.
“A Câmara se respeita e merece respeito de todos os membros. Se se ele acha que tem algum problema, ele tem quem assumir a posição. Não se faz o que ele disse. Ele pediu desculpa se afetou alguém. Não se retratou. Dizer que ‘foi um mal entendido’ não existe”, disparou, em entrevista à Rádio Excelsior.
O vereador licenciado diz defender que aja uma apuração sobre o teor da fala do artista. “A consequência dessa apuração vai determinar a punição ou não. Vou acompanhar de perto. Acredito que possa haver uma decisão da Câmara que leve a isso [punição]”, apostou.
Mercury – Além de Kannário, outra cantora é alvo de polêmica. Daniela Mercury parou de tocar em frente ao camarote da PM, no circuito Osmar (Campo Grande), e foi vaiada e xingada pelo público. De acordo com sua assessoria, um fiscal da Saltur – empresa ligada à prefeitura – mandou desligar o som, pois atrapalharia outro bloco no desfile.
Para Tinoco, houve um “ruído de comunicação”. “Falei com Isaac [Edington, presidente da Saltur], ele afirmou que não houve orientação para parar de tocar. Com a insatisfação dos camarotes, ela mesma tomou a atitude de religar, tanto que foi isso que aconteceu. Os foliões se manifestaram de forma inadequada. Ela não tem obrigação de tocar para nenhum camarote”, pontuou.
Sobre a possível moção de repúdio do seu correligionário, o vereador Alexandre Aleluia (DEM), o secretário municipal disse que é “equivocado”. “Desde o primeiro instante, o presidente da Saltur se manifestou, a produção se manifestou. Não houve confirmação de qualquer recusa para tocar. Repito: não há obrigação para tocar no camarote, com todo respeito à PM. Nós não podemos considerar que havia problema. Acho sim que artista, do tamanho que é Daniela, merece respeito”, concluiu. (Bahia.ba)

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