Caetano e Gil atraem multidão no Centro Histórico que vira reduto Tropicalista

O evento mais esperado da programação do Carnaval do Centro Histórico tinha o Largo do Pelourinho como referência nesta sexta-feira, 24. No palco em frente à Casa de Jorge Amado, Cláudia Cunha, Alexandre Leão e Moreno Velloso receberam Gilberto Gil e José Carlos Capinam.

O marco na folia baiana deste ano que celebrou os 50 anos do Tropicalismo ainda contou com a presença de Caetano Veloso, que apareceu, surpreendendo o bom público presente.

Caetano subiu ao palco logo no início do show, ao lado de Alexandre, Cláudia e do filho Moreno. Disse estar alegre com o encontro e homenagem ao movimento que protagonizou ao lado de Gil, Capinam e outros.

“O Carnaval é filho do Tropicalismo. Estou acompanhando e tenho gostado do que tenho visto. Fiquei feliz com esse convite e comemorando estar perto de amigos”, disse Caetano.

Gil, que em seguida foi recebido no palco, também fez ligação entre o movimento e o Carnaval baiano: “A Tropicália veio antes e deu espaço para muitas vertentes, como os blocos afros, a axé-music. É maravilhoso receber essas homenagens e participar de tudo”.

O encontro, para Capinam, trouxe lembranças da época em que eles participaram de importante momento da cultura nacional.

“Meu coração está voltando há 50 anos, lembrando o momento em que vivíamos a expectativa de algo que a gente não sabia se ia acontecer, mas hoje temos a certeza de que aconteceu e continua acontecendo”.

Os artistas contaram com o coro da multidão em todas as canções que integraram o repertório. “Isso deveria acontecer em todos os carnavais. Tem espaço para todo mundo. Quem gosta de trio, ia para os outros circuitos, e o Pelourinho ficava reservado para esse tipo de show. Ia lotar como hoje”, disse a vendedora Flávia Costa, 27.

Para Capinam, a poesia do período é o motivo da permanência das músicas na preferência do público e a conquista de novos admiradores. “As canções têm estrutura muito forte. Estava ouvindo Panis Et Circensis e confirmando isso”.

Alexandre Leão se disse “ansioso” para dividir o palco com artistas que são referências: “As apresentações seriam separadas, mas a vontade de Gil de fazer a junção foi um presente. Ele deu a ideia e a gente abraçou”.

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